Teatro Riachuelo recebe “Suassuna – O Auto do Reino do Sol” em Janeiro

Com canções inéditas de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luiz Carlos Vasconcelos e texto de Bráulio Tavares, o musical traz no elenco a companhia Barca dos Corações Partidos

Dias 20 e 21 de janeiro, o Teatro Riachuelo recebe o espetáculo ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’, uma homenagem da cia. Barca dos Corações Partidos à Ariano Suassuna, que completaria 90 anos, em 2017. O musical traz na essência uma série de características de seu homenageado. Ariano Suassuna (1927- 2014) defendeu incansavelmente a brasilidade e a valorização da cultura nacional, ao mesclar a arte popular e o universo erudito em todas as suas obras.

Idealizadora deste tributo ao escritor paraibano, a produtora Andrea Alves, da Sarau Agência, lançou o desafio para a Cia. Barca dos Corações Partidos e convidou três ilustres conterrâneos de Ariano para criar algo totalmente inédito, inspirado em seu legado e desenvolvido em um processo coletivo. Desta forma, nasceu o musical, que chega a Natal com canções de Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, encenação de Luís Carlos Vasconcelos e texto de Bráulio Tavares.

Em 2007, a Sarau Agência realizou uma grande programação para festejar os 80 anos de Ariano e, desde então, foi criado um vínculo do escritor com Andrea, responsável por todas as montagens da Barca dos Corações Partidos e por uma série de projetos que celebraram a arte brasileira nos últimos 25 anos. ‘Há algum tempo, Ariano me falou: ‘Não venha comemorar meus 85 anos, eu não vou morrer, quero que você festeje os meus 90!’. Naquele momento me senti condecorada e com uma grande missão pela frente’, conta a produtora.

A ideia inicial surgiu em conversas de Andrea com Ariano, que se confessava um palhaço frustrado e que elegeu o palhaço de ‘O Auto da Compadecida’ como um dos seus personagens prediletos. ‘Assim, surgiu a ideia de uma grande homenagem ao palhaço de Ariano e pensei na reunião da Barca dos Corações Partidos com o que eu chamo de “trio paraibano”. Assim foi sendo criada esta peça inédita, com músicas e texto originais, mas totalmente inspirada no legado de Ariano’, resume.

 A escolha de Ariano Suassuna foi também coerente com toda a trajetória da Barca dos Corações Partidos, fiel defensora de um repertório nacional e de um teatro que privilegia o intercâmbio de linguagens. Recentemente, o grupo arrebatou os principais prêmios da temporada (Prêmio APTR de Melhor Espetáculo, Música e Produção; Prêmio Shell de Direção para Duda Maia; Prêmio Cesgranrio de Direção, Direção Musical e Espetáculo; Prêmio Botequim Cultural de Melhor Espetáculo Musical, Direção, Autor, Ator (coletivo de atores), Me) com ‘Auê’ (2016), espetáculo construído apenas com músicas originais dos membros do grupo, responsáveis por utilizar no palco elementos de teatro, música, dança e performance.

O grupo se formou no processo de ‘Gonzagão – A Lenda’ (2012), celebração de outro ícone nordestino, Luiz Gonzaga, e logo em seguida reviveu um clássico de Chico Buarque(‘Ópera do Malandro’, 2014), ambos com direção de João FalcãoChico CésarBraulio Tavares e Luís Carlos Vasconcelos assistiram aos três trabalhos e aceitaram na mesma hora o convite para se unir nesta nova empreitada.

‘Além de ser um espetáculo que homenageia os 90 anos de Ariano Suassuna, quero falar do meu fascínio com essa trupe. Sempre trabalho com meus atores, com o meu grupo. Sempre tive receio de pegar um trabalho de outra companhia, mas tudo se dissipou em nosso primeiro encontro. É fascinante observar todas as possibilidades que estes atores têm como músicos, cantores, atores e palhaços’, diz Luís Carlos, fundador do celebrado grupo Piollin e diretor de montagens emblemáticas, como ‘Vau da Sarapalha’, em repertório desde a estreia, em 1992.

O texto e as canções do musical foram produzidos ao longo do processo de ensaios, que começou ainda no ano passado, quando o elenco fez uma série de oficinas circenses e também excursionou pelo Nordeste brasileiro no que foi chamado de Circuito Ariano Suassuna. Guiados por Dantas Suassuna, filho de homenageado, a trupe esteve em Casa Forte (Recife), conheceu a famosa Pedra do Ingá e visitou a fazenda de Taperoá (Paraíba). Entre muitas palestras e oficinas, o grupo se preparou para o intenso processo criativo, em que se reuniram por oito horas diárias e apenas uma folga semanal nos últimos quatro meses.

Neste período, Braulio Tavares idealizou a história central da montagem, centrada em uma trupe de circo-teatro e nos acontecimentos de uma noite de apresentação do grupo. O picadeiro de um circo é o cenário perfeito para aparecerem personagens de Ariano, como João Grilo e Chicó (‘O Auto da Compadecida’) e outros conhecidos tipos da Literatura Clássica, além de servir como pano de fundo para as histórias dos integrantes da companhia fictícia.

O projeto sempre quis falar de Ariano sem, no entanto, apresentar um espetáculo biográfico ou mesmo uma adaptação de suas obras. ‘Quando entrei na história, já estava decidido que não seria um espetáculo Armorial e que teríamos a liberdade de subverter, de trazer o Ariano de outras formas. A criação foi toda impregnada de Ariano, de seus personagens e de seu universo, relata Luís Carlos Vasconcelos, que trouxe toda a sua imensa bagagem como palhaço para o processo. ‘É uma homenagem ao Ariano palhaço. O público é guiado por uma espécie de Palhaço Mestre de Cerimônias, como era habitual em seu teatro’, diz.

A parte musical seguiu pelo mesmo caminho. Os textos poéticos e as letras das músicas usam as formas tradicionais de poesia popular que foram cultivadas por Ariano, como a sextilha, a décima, o martelo e o galope. Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho, mostravam as melodias e algumas letras surgiam de improviso, outras cabiam exatamente em alguns trechos do texto. A maioria das letras ficou a cargo de Bráulio Tavares, mas também tem canções de outros integrantes da companhia, como Adrén Alves e Renato Luciano. ‘Contaminação foi a palavra que define todo este projeto. As melodias foram contaminadas pelas letras e vice-versa. Criamos algo novo, mas totalmente contaminado por Ariano’, analisa Chico, a quem o escritor chegou a dedicar um livro de poesias.

O espetáculo está indicado nas seguintes categorias do prêmio CESGRANRIO:

ESPETÁCULO -> Suassuna – O Auto do Reino do Sol

DIREÇÃO -> Luiz Carlos Vasconcelos

DIREÇÃO MUSICAL -> Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho

FIGURINO ->Kika Lopes e Heloisa Stocker

CENOGRAFIA -> Sérgio Marimba

ILUMINAÇÃO -> Renato Machado

TEXTO NACIONAL INÉDITO -> Bráulio Tavares

ATOR EM MUSICAL -> Adrén Alves, Alfredo Del-Penho e Renato Luciano

 

Prêmio REVERÊNCIA DE TEATRO MUSICAL

Melhor Direção – Luis Carlos Vasconcelos

Melhor Atriz – Rebeca Jamir por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Melhor Autor – Bráulio Tavares por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

Melhor Figurino – Kika Lopes e Heloisa Stockler

Melhor Iluminação – Renato Machado

Melhor Cenário – Sérgio Marimba

Melhor Design de Som – Gabriel D’Angelo

Melhor Direção Musical – Chico Cesar, Alfredo Del-Penho e Beto Lemos

Categoria Especial – Elenco da Cia. Barca dos Corações Partidos por ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’ e ‘Auê’

Melhor Espetáculo – ‘Suassuna – O Auto do Reino do Sol’

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

Uma encenação de Luiz Carlos Vasconcelos
Texto: Bráulio Tavares
Música: Chico César, Beto Lemos e Alfredo Del Penho
Idealização e Direção de Produção: Andrea Alves

Com a Cia. Barca dos Corações Partidos: Adrén Alves, Alfredo Del Penho, Beto Lemos, Fábio Enriquez, Eduardo Rios, Renato Luciano e Ricca Barros.

Atriz convidada: Rebeca Jamir
Artistas convidados: Chris Mourão e Pedro Aune

Cenografia: Sérgio Marimba
Iluminação: Renato Machado
Figurinos: Kika Lopes e Heloisa Stockler
Design de som: Gabriel D’Angelo
Assistente de direção: Vanessa Garcia
Coordenação de Produção: Leila Maria Moreno
Produção Executiva: Rafael Lydio

 

Patrocínio: Banco do Nordeste

Realização: Sarau Agencia de Cultura Brasileira, Barca dos Corações Partidos e Opus Promoções

 

SERVIÇO:

SUASSUNA – O AUTO DO REINO DO SOL

Duração: 120 min

Classificação: 12 anos

NATAL
Dias 20 e 21 de janeiro
Sábado, às 21h
Domingo, às 19h
Teatro Riachuelo (Av. Bernardo Vieira, 3775 / Natal – RN)
www.teatroriachuelonatal.com.br

 

INGRESSOS:

Setor Inteira Meia-Entrada
Frisas R$ 50,00 R$ 25,00
Balcão Nobre R$ 50,00 R$ 25,00
Plateia B R$ 100,00 R$ 50,00
Plateia A R$ 120,00 R$ 60,00
Camarote R$ 120,00 R$ 60,00

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