Orquestra Infanto-Juvenil da UFRN insere jovens no mundo da música

Por Evelin Monteiro, da agência COMUNICA/UFRN

Música e sensibilidade são palavras que definem a Orquestra Infanto-Juvenil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Criado em 2014, o grupo é um projeto de extensão que visa à inserção de crianças e jovens entre 7 e 21 anos de idade no mundo musical. A orquestra proporciona a prática por meio do desenvolvimento pedagógico, em que os alunos aprendem a tocar os instrumentos de cordas como o violino, a viola, o violoncelo e o contrabaixo.

A atividade é coordenada pela professora Camila Torres Meirelles e desenvolvida com apoio de quatro alunos voluntários e seis bolsistas, envolvendo artisticamente 30 participantes. “Os alunos têm o contato artístico de como aprender e fazer música, pois queremos que o indivíduo tenha a percepção do som que ele ouve diariamente para que entenda a música como parte da rotina”, explica a coordenadora, bacharela em música e especialista em viola de arco.

Hiago Albuquerque, 20 anos, aluno da licenciatura, participa do conjunto desde 2013. Monitor da orquestra, está há um ano dando aulas e realizando ensaios. “O projeto tem contribuído de forma grandiosa porque ponho em prática o que aprendo na academia. Além disso, as aulas que ministro para os alunos da orquestra me ajudaram a ter uma postura profissional”, afirma.

As crianças

O envolvimento das crianças com a música é um dos encantos do projeto. A turma de iniciantes desperta os olhares com vontade e interesse em aprender. A pequena Isabela Siqueira Pinheiro, de 7 anos, conta que toca flauta na escola. “Acho a turma legal e quero aprender a tocar violino e piano”, fala. Roberto Siqueira, pai de Isabela, diz que ela gosta de música desde cedo e levou a filha para a orquestra para que ela tivesse mais intimidade com os instrumentos. Para Ruth de Souza, 10 anos, música significa diversão. “Através da música eu posso me divertir ouvindo e tocando”, comenta. Ruth possui um violino, participa do coral do IFRN e foi convidada a participar da orquestra.

Humanização e saúde

Além da preparação de crianças e jovens como futuros músicos, a orquestra desenvolve a humanização e até mesmo a saúde dos participantes. A coordenadora Camila Meirelles relembra uma história que aconteceu no grupo. Um aluno foi assaltado enquanto caminhava para um ensaio e perdeu seu instrumento. Inconformados com a situação, amigos da orquestra decidiram fazer uma ação de arrecadação e realizaram um concerto no Centro de Convivência da UFRN e deram-lhe um novo instrumento.

Outro exemplo vem do estudante de publicidade e aluno da orquestra Lucas de Jesus. O jovem aprendeu a tocar violoncelo na igreja e vem usando a música para combater o Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) que ele possui. “A música me ajudou em muita coisa e venho melhorando cada vez mais do TDA”, acredita Lucas. Para participar da Orquestra Infanto-Juvenil, os interessados devem entrar em contato com a Secretaria de Extensão da Escola de Música da UFRN e aguardar a entrevista. Os processos seletivos acontecem anualmente.

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